"Sou uma pessoa da massa que não dispensa uma boa conversa entre amigos para ir para uma boate lotada de gente que só quer aparecer. O óbvio e a rotina me enlouquecem porque me canso de tudo que se repete. Trago no rosto sempre um sorriso por maiores que sejam os meus problemas. Odeio o meio termo, para mim é tudo ou nada. Ninguém é mais ou menos bonito ou mais ou menos legal. Acredito em anjo da guarda e não uso guarda chuva por maior que seja a tempestade. Sinto vergonha alheia e chocolates é meu ponto fraco. Às vezes choro por coisas bobas, e admito que é bem triste, mas pior é chorar sem motivo. Não guardo nome de atores e pessoas mas nunca esqueço um rosto. Concordo com quase tudo que o Arnaldo Jabor fala. Os verdadeiros amigos tenho guardados no fundo da alma, apesar de sentir que perco um a cada dia. Já me decepcionei com quem confiava, já conheci muitas pessoas ingratas mas eu as perdôo assim mesmo. O que não significa que quero vê-las novamente. A indiferença é a minha melhor arma de defesa. Para mim Romário foi o melhor, sobre isso nem discuto. Aos 15 tive uma banda de rock mas ela acabou antes que viesse a fama.
Já sofri por um amor, quem nunca sofreu? A poesia tenho como desabafo, como conforto para um coração que pulsa em descompasso. No peito levo um coração de criança que morre de saudade do tempo que passou. Sou um canceriano de corpo e alma, cuspido escarrado, de cabo a rabo. Tento usar minha criatividade para superar meus defeitos. Muitos me acham engraçado mas não vejo graça nenhuma. Aprecio o humor negro e o sarcasmo. Falar em público me diverte. Sou orgulhoso sim mas não queria ser, sou sincero demais às vezes o que já fez eu me arrepender. A música é apenas uma válvula de escape e trabalhar em equipe é o que me fascina. Viajar é meu momento de liberdade mas o medo de avião me prende ao extremo. Sou uma metamorfose ambulante, praticamente imprevisível, com um humor de fases, assim como a lua. Às vezes penso na morte, mas só porque amo a vida.
Gosto de um desafio porque como Lulu diz: "Tolice é viver a vida assim, sem aventura”.
- Miguel Maia.