Alma estranha esta que abrigo,
Tem tantas almas consigo,
que eu nem sei bem
Quem sou Eu".
(Raul de Leoni).
Brasileiro, Estatura Mediana, Cearense, amante de SP, descendente de espanhóis e portugueses.
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deixe agora que
Alma estranha esta que abrigo,
Tem tantas almas consigo,
que eu nem sei bem
Quem sou Eu".
(Raul de Leoni).
Brasileiro, Estatura Mediana, Cearense, amante de SP, descendente de espanhóis e portugueses.
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"
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida
como a de há pouco, franzina
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina".
(Trecho final do texto "Morte e Vida Severina" - João Cabral de Melo Neto).
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“Cantar
ter a vista segura, e ter a voz que vibra,
fazer o que bem quero e - espanto dos perversos - por um sim por um não bater-me, ou fazer versos,
trabalhar, sem visar a lucros e honrarias,
numa excursão à lua e noutras fantasias!
...Depois, se acaso a glória entrar pela janela,
a César não dever a mínima parcela,
guardar para mim mesmo a gratidão mais pura.
Enfim, sem ser a hera - a parasita obscura - nem a seringueira - gigante do caminho - subir, não muito, sim; porém subir sozinho!.
“CYRANO DE BERGERAC”
(EDMOND ROSTAND 1868-1918)
