Na minha época - estou com 32 em 2010 -, comprar pornografia era um rito de passagem para o garoto que postulava a adolescência.
Era necessário coragem e independência para chegar na banca, escolher uma revista com uma gostosa na capa (ou uma gostosa na capa de uma revista, lembrando bem), entregar ao jornaleiro, pagar e correr, solitário, para o abraço.
Mil rodeios, disfarces e outras camuflagens eram usadas: ficar um tempo olhando o jornal ou os gibis enquanto tinha mais gente na banca; comprar junto à pornografia algo como Placar ou gibi; entregar a revista enrolada para ninguém ver
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