Séculos atrás o imperialismo chegou à África. Os negros eram algo
diferente aos olhos de quem chegava: ser, animal, raça. Falavam diferente, vestiam-se diferente, rezavam
diferente, lutavam diferente. O homem europeu chegou, auto-referencial,
europocêntrico, evangelizador, "civilizado" e "civilizador" julgou o diferente inferior e
imediatamente resolveu e convenceu que aqueles personagens eram outra raça e
não mereciam o respeito que mereciam os branquelos barbudos em suas naus ou
tronos. Façamo-los escravos, pois.
No entanto, com o tempo, aqueles ‘bichos’ aprenderam o idioma dos
broncos barbudos, bem como lhes ensinaram seu idioma, sua luta, seu sexo.
Poderosos brancos caíram diante de formosas
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