Vou semanalmente a um
edifício em um bairro elegante de Santiago. Chego 9h, passo o dia aí
trabalhando, horário comercial normal, até que por volta de 18h subo em minha
bicicleta para voltar para casa. Desde o primeiro dia saúdo ao porteiro com
naturalidade, não sei bem se por simpatia fraterna ou brasileirice mesmo, mas
me surpreendi em perceber que não era correspondido.
Com paciência
monástica, permaneci em minha discreta luta contra a manifestação silente de
classismo que constatei ao perceber que o porteiro se relacionava de forma
bastante efusiva com seus pares, ou seja, os demais funcionários do tal
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