Quando me perguntam por que me “converti” em um vegetariano, mais parece
coisa de seita religiosa. As pessoas perguntam com uma cara de pena – tadinho,
nunca mais vai comer picanha! – e assumem que houve um trauma, uma piração
qualquer, uma droga ou que é uma experiência que nem a menina que dá um beijo
na amiga porque quer ver como é, não necessariamente por ter natureza ou
pretensões bissexuais. E, no fundo, todos nutrem a esperança que você volte a
consumir carne, para comprovar que eram eles que estavam certos.
No começo elaborava a resposta, explicava cada indício
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