Ainda lembro a primeira vez que me senti pressionado em ser
Brasileiro. Não digo brasileiro de nascença, isso tá no RG, no sangue, no
suingue. Me refiro aos estereótipos culturais. Estava no México, rodeado de
estrangeiros e desde a timidez de meus 17 anos de idade tive que ensinar umas
15 meninas a dançar lambada. Detalhe: não tinha idéia como dançar lambada.
Os anos passam e as solicitações mudam consoante a moda:
jogar futebol, dançar forró, tocar pandeiro, jogar capoeira, cozinhar feijão,
tocar bossa-nova no violão...
Foi tanto que comecei a me interessar por estas coisas. Não
sei bem se
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