A palavra inverno, para um paulistano, não provoca tanto temor, apenas a certeza de um ou dois meses em que a boemia troca a Original gelada pelo vinho, de preferência chileno, ou pela boa e velha cachaça mesmo. Tempo de São João, de garoa, de sopa. Tempo em que os ambientes fechados ganham a clientela das mesas na calçada. Tempo em que vai ter que usar aquele casaco meio grande com cheiro de naftalina herdado de geração em geração ou, para os mais atrevidos e endinheirados, comprado no exterior. De preferência Paris, mas Buenos Aires serve. Complementando a vestimenta, tempo
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